AS PERIFERIAS ONDE ESTÃO? ¿Dónde están las periferias?
As periferias são zonas localizadas nas margens ou nos arredores dos centros urbanos, onde muitas pessoas vivem etrabalham. Podem apresentar características sociais, económicas e culturais próprias, bem como diferentes níveis deacesso a serviços, transportes e oportunidades. Nas periferias vivem pessoas e famílias com diferentes idades,profissões, origens e condições económicas. Incluem trabalhadores, estudantes, crianças, idosos e pequenoscomerciantes, que contribuem de forma importante para a vida económica, social e cultural das cidades. As periferiashoje existem, também, nos “moradores” de rua, debaixo dos alprendes, ou das pontes, ou dos lugares mais incomuns,aí estão umas periferias que julgávamos ultrapassadas. As mulheres são uma periferia, e enfrentam situações demarginalização e desigualdade em diferentes contextos sociais. Apesar do seu contributo essencial para a vidafamiliar, económica, social e cultural, continuam, por vezes, a ter menos acesso a oportunidades, recursos e espaçosde decisão. Em muitos casos, estas desigualdades relacionam-se com a divisão das tarefas domésticas, asdificuldades de conciliação entre a vida profissional e familiar, a precariedade laboral e a menor representação emcargos de liderança. Promover a igualdade de oportunidades, o acesso à educação e ao emprego e a participação dasmulheres na tomada de decisões é essencial para construir comunidades mais justas e inclusivas. As mulheres quedesempenham um papel fundamental na vida da Igreja, participando na celebração da fé, na catequese, na açãosocial, na educação e no acompanhamento das comunidades. Através do seu trabalho, da sua dedicação e do seutestemunho, contribuem para a transmissão dos valores cristãos e para o apoio às pessoas mais necessitadas. Estãosempre, porém, à margem dos poderes instituídos pelos homens da igreja. A presença é importante, mas existemdesigualdades na participação das mulheres em espaços de decisão e de responsabilidade. Promover o respeito, oreconhecimento dos seus contributos e uma participação mais ativa nos diferentes serviços da Igreja é essencial paraconstruir comunidades mais justas, acolhedoras e inclusivas.Os migrantes vivem situações de marginalização, sobretudo quando enfrentam dificuldades no acesso à habitação, aoemprego, à educação, aos cuidados de saúde e aos serviços públicos. Apesar de contribuírem para a vida económica,social e cultural das comunidades, é importante promover a sua integração, combater a discriminação e garantirigualdade de direitos e oportunidades. Os migrantes são importantes para o desenvolvimento sustentável, poiscontribuem para a economia, para a diversidade cultural e para o enriquecimento social das comunidades ondevivem. A sua participação no mercado de trabalho, a criação de negócios e a partilha de conhecimentos podemfavorecer um desenvolvimento mais inclusivo e equilibrado. Para que esse contributo se concretize plenamente, éessencial garantir a sua integração, o respeito pelos seus direitos e o acesso a oportunidades dignas.As periferias económicas são espaços ou grupos que se encontram em situação de maior fragilidade financeira e comacesso limitado a recursos, emprego estável e oportunidades de desenvolvimento. Esta realidade pode traduzir-se embaixos rendimentos, desemprego, precariedade laboral e dificuldades no acesso à habitação, à educação, aoscuidados de saúde e a outros serviços essenciais. Para reduzir estas desigualdades, é importante promover políticasde inclusão social, formação profissional, criação de emprego digno e apoio às pequenas empresas e ao comérciolocal. O desenvolvimento de transportes e serviços públicos de qualidade também contribui para aproximar asperiferias das oportunidades existentes nos centros urbanos.As periferias sociais correspondem a grupos ou comunidades que enfrentam dificuldades de integração eparticipação na sociedade. Estas situações podem estar relacionadas com a pobreza, a discriminação, o isolamento, adeficiência, a idade, a falta de acesso à educação e ao emprego ou outras barreiras que limitam o exercício pleno dosdireitos e das oportunidades. Para combater a exclusão social, é essencial promover a igualdade de oportunidades, orespeito pela diversidade e o acesso a serviços públicos de qualidade. A inclusão exige também o envolvimento dascomunidades, o apoio às pessoas em situação de maior vulnerabilidade e a criação de espaços de participação,diálogo e convivência.As periferias culturais correspondem a grupos, comunidades ou territórios que têm um acesso mais limitado à culturae à possibilidade de expressar e valorizar as suas identidades. Estas situações podem resultar da distância em relação
aos equipamentos culturais, dos custos associados às atividades, da falta de informação ou da pouca representação dedeterminadas tradições, línguas e formas de expressão. Para reduzir estas desigualdades, é importante garantir oacesso de todas as pessoas a bibliotecas, museus, centros culturais, atividades artísticas e meios de comunicação. Oapoio às iniciativas locais, a valorização da diversidade cultural e a participação das comunidades na criação deprojetos contribuem para uma sociedade mais inclusiva, plural e aberta ao diálogo.As periferias ambientais correspondem a territórios ou comunidades que enfrentam uma maior exposição aproblemas ambientais e um acesso mais limitado a espaços verdes, água de qualidade, saneamento e condições dehabitação adequadas. Estas situações podem estar relacionadas com a poluição, a gestão insuficiente de resíduos, adegradação dos solos, os riscos de cheias e os efeitos das alterações climáticas. Para reduzir estas desigualdades, éimportante garantir uma distribuição justa dos recursos ambientais, melhorar as infraestruturas e promover políticasde proteção da natureza e de adaptação às alterações climáticas. A participação das comunidades nas decisões e oacesso a espaços verdes, transportes sustentáveis e energia limpa contribuem para um ambiente mais saudável e parauma maior qualidade de vida.As periferias religiosas correspondem a pessoas ou comunidades que se encontram afastadas da participação plenana vida religiosa, seja por motivos sociais, económicos, culturais, geográficos ou pessoais. Podem incluir pessoas emsituação de pobreza ou solidão, migrantes, idosos, pessoas com deficiência, comunidades culturalmente minoritáriase todos aqueles que, por diferentes razões, têm dificuldade em aceder aos espaços de culto, à formação, aoacompanhamento espiritual e às atividades da comunidade. Para superar estas situações, é essencial construircomunidades religiosas acolhedoras, próximas e abertas ao diálogo, que reconheçam a dignidade de cada pessoa erespeitem a diversidade de percursos e expressões de fé. A visita, a escuta, a solidariedade e a participação ativapodem aproximar quem se encontra afastado, fortalecendo uma Igreja mais inclusiva, fraterna e atenta àsnecessidades das periferias.Os diáconos desempenham um papel importante no acompanhamento das pessoas e comunidades que vivem nasperiferias sociais, culturais, ambientais e religiosas. Através do serviço, da escuta e da proximidade, podemidentificar situações de pobreza, solidão, discriminação ou falta de acesso a serviços essenciais, contribuindo paraque estas realidades sejam conhecidas e enfrentadas com maior atenção. A sua missão concretiza-se no apoio aosmais vulneráveis, na promoção da dignidade humana e na colaboração com as comunidades e instituições locais. Aocriar pontes entre as pessoas, a Igreja e a sociedade, os diáconos ajudam a fortalecer a solidariedade, a participação ea inclusão, levando esperança e contribuindo para uma comunidade mais justa e fraterna.Joaquim Armindo
Hoy en día, las periferias también incluyen a los “sin hogar”, que viven debajo de los puentes o en lugares más inusuales, donde encontramos periferias que pensábamos superadas. Las mujeres son una periferia y enfrentan situaciones de marginalización y desigualdad en diferentes contextos sociales. A pesar de su contribución esencial a la vida familiar, económica, social y cultural, a veces continúan teniendo menos acceso a oportunidades, recursos y espacios de decisión. En muchos casos, estas desigualdades están relacionadas con la división de las tareas domésticas, las dificultades para conciliar la vida profesional y familiar, la precariedad laboral y la menor representación en cargos de liderazgo.
Promover la igualdad de oportunidades, el acceso a la educación y al empleo, así como la participación de las mujeres en la toma de decisiones, es esencial para construir comunidades más justas e inclusivas. Las mujeres que desempeñan un papel fundamental en la vida de la Iglesia participan en la celebración de la fe, en la catequesis, en la acción social, en la educación y en el acompañamiento de las comunidades. A través de su trabajo, dedicación y testimonio, contribuyen a la transmisión de los valores cristianos y al apoyo de las personas más necesitadas. Sin embargo, a menudo están al margen de los poderes establecidos por los hombres de la iglesia.
La presencia es importante, pero existen desigualdades en la participación de las mujeres en espacios de decisión y responsabilidad. Promover el respeto, el reconocimiento de sus contribuciones y una participación más activa en los diferentes servicios de la Iglesia es esencial para construir comunidades más justas, acogedoras e inclusivas.
Los migrantes viven situaciones de marginalización, especialmente cuando enfrentan dificultades en el acceso a la vivienda, al empleo, a la educación, a la atención médica y a los servicios públicos. A pesar de contribuir a la vida económica, social y cultural de las comunidades, es importante promover su integración, combatir la discriminación y garantizar igualdad de derechos y oportunidades. Los migrantes son importantes para el desarrollo sostenible, ya que contribuyen a la economía, a la diversidad cultural y al enriquecimiento social de las comunidades donde viven. Su participación en el mercado laboral, la creación de negocios y el intercambio de conocimientos pueden favorecer un desarrollo más inclusivo y equilibrado. Para que esta contribución se materialice plenamente, es esencial garantizar su integración, el respeto por sus derechos y el acceso a oportunidades dignas.
Las periferias económicas son espacios o grupos que se encuentran en situación de mayor fragilidad financiera y con acceso limitado a recursos, empleo estable y oportunidades de desarrollo. Esta realidad puede traducirse en bajos ingresos, desempleo, precariedad laboral y dificultades en el acceso a la vivienda, a la educación, a la atención médica y a otros servicios esenciales. Para reducir estas desigualdades, es importante promover políticas de inclusión social, formación profesional, creación de empleo digno y apoyo a las pequeñas empresas y al comercio local. El desarrollo de transportes y servicios públicos de calidad también contribuye a acercar las periferias a las oportunidades existentes en los centros urbanos.
Las periferias sociales corresponden a grupos o comunidades que enfrentan dificultades de integración y participación en la sociedad. Estas situaciones pueden estar relacionadas con la pobreza, la discriminación, el aislamiento, la discapacidad, la edad, la falta de acceso a la educación y al empleo, o otras barreras que limitan el pleno ejercicio de los derechos y oportunidades. Para combatir la exclusión social, es esencial promover la igualdad de oportunidades, el respeto por la diversidad y el acceso a servicios públicos de calidad. La inclusión también exige la participación de las comunidades, el apoyo a las personas en situaciones de mayor vulnerabilidad y la creación de espacios de participación, diálogo y convivencia.
Las periferias culturales corresponden a grupos, comunidades o territorios que tienen un acceso más limitado a la cultura y a la posibilidad de expresar y valorar sus identidades. Estas situaciones pueden resultar de la distancia con respecto a los equipamientos culturales, de los costos asociados a las actividades, de la falta de información o de la escasa representación de determinadas tradiciones, lenguas y formas de expresión. Para reducir estas desigualdades, es importante garantizar el acceso de todas las personas a bibliotecas, museos, centros culturales, actividades artísticas y medios de comunicación. El apoyo a las iniciativas locales, la valorización de la diversidad cultural y la participación de las comunidades en la creación de proyectos contribuyen a una sociedad más inclusiva, plural y abierta al diálogo.
Las periferias ambientales corresponden a territorios o comunidades que enfrentan una mayor exposición a problemas ambientales y un acceso más limitado a espacios verdes, agua de calidad, saneamiento y condiciones de vivienda adecuadas. Estas situaciones pueden estar relacionadas con la contaminación, la gestión insuficiente de residuos, la degradación de los suelos, los riesgos de inundaciones y los efectos del cambio climático. Para reducir estas desigualdades, es importante garantizar una distribución justa de los recursos ambientales, mejorar las infraestructuras y promover políticas de protección de la naturaleza y de adaptación al cambio climático. La participación de las comunidades en las decisiones y el acceso a espacios verdes, transportes sostenibles y energía limpia contribuyen a un ambiente más saludable y a una mayor calidad de vida.
Las periferias religiosas corresponden a personas o comunidades que se encuentran alejadas de la participación plena en la vida religiosa, ya sea por motivos sociales, económicos, culturales, geográficos o personales. Pueden incluir a personas en situación de pobreza o soledad, migrantes, ancianos, personas con discapacidad, comunidades culturalmente minoritarias y todos aquellos que, por diferentes razones, tienen dificultad para acceder a los espacios de culto, a la formación, al acompañamiento espiritual y a las actividades de la comunidad. Para superar estas situaciones, es esencial construir comunidades religiosas acogedoras, cercanas y abiertas al diálogo, que reconozcan la dignidad de cada persona y respeten la diversidad de trayectorias y expresiones de fe. La visita, la escucha, la solidaridad y la participación activa pueden acercar a quienes se encuentran alejados, fortaleciendo una Iglesia más inclusiva, fraterna y atenta a las necesidades de las periferias.
Los diáconos desempeñan un papel importante en el acompañamiento de las personas y comunidades que viven en las periferias sociales, culturales, ambientales y religiosas. A través del servicio, la escucha y la cercanía, pueden identificar situaciones de pobreza, soledad, discriminación o falta de acceso a servicios esenciales, contribuyendo a que estas realidades sean conocidas y enfrentadas con mayor atención. Su misión se concreta en el apoyo a los más vulnerables, en la promoción de la dignidad humana y en la colaboración con las comunidades e instituciones locales. Al crear puentes entre las personas, la Iglesia y la sociedad, los diáconos ayudan a fortalecer la solidaridad, la participación y la inclusión, llevando esperanza y contribuyendo a una comunidad más justa y fraterna.
— Joaquim Armindo