A FORMAÇÃO DO DIÁCONO PERMANENTE: DIMENSÕES, EXIGÊNCIAS E DESAFIOS

Reunidos no centro de Treinamento de Líderes da Arquidiocese de Salvador, BA, nos dias 15 a 18 de maio de 2018, os Diretores e Formadores de Escolas Diaconais refletiram e debateram o tema: “A Formação do Diácono Permanente: dimensões, exigências e desafios”. O XIV Encontro Nacional de Diretores e Formadores de Escolas Diaconais foi promovido pela Comissão Nacional dos Diáconos – CND, que é Organismo ligado à Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.

A acolhida foi feita pelo presidente da CND diácono Zeno Konzen, que ressaltou o fato de que a grande maioria dos diretores e formadores dos regionais atenderam a convocação. A pauta foi apresentada pelo secretário da CND diácono Antonio Héliton Alves. A introdução ao tema foi feita por dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, RS e presidente da CMOVC. “precisamos ter um projeto de formação diaconal para o futuro. O Brasil apresenta muitas diferenças regionais, culturais, econômicas, que podem impedir uma diretriz única para a formação diaconal, mas precisamos pensar e já planejar pensando no futuro, planejar para 30, 40 anos”, disse dom Jaime.

O assessor também ofereceu uma pista: “Assim como a formação presbiteral conta com uma assessoria importante que é a oferecida pela OSIB, porque não pensar num futuro próximo numa organização de assessoria”. Falou ainda que um dos grandes desafios de hoje é como falar com a sociedade. Há muitos como ovelhas sem pastor. Parar de pensar em nós mesmos e pensar naqueles que precisam ouvir a voz da Igreja. Encerrou dizendo que é preciso formar melhor os diáconos, mas que é preciso que as comunidades conheçam, entendam e apoiem o diaconado permanente no Brasil.

Para dom João Francisco Salm, bispo de Tubarão, SC e referencial dos diáconos do Brasil, “embora difícil, é necessário um discernimento mais sério do perfil do diácono. É uma vocação específica, portanto, é preciso ver o que o aspirante deseja, se tem força de vontade para os estudos, se está preparado para exercer o ministério”.

O Mestre em Administração José Augusto Rios Barros, em sua palestra, ofereceu pistas de gestão e planejamento, dentro da necessidade da CND e que podem ser aplicadas em Escolas Diaconais. “É preciso ter metas, mas é preciso planejar para atingir a meta; é preciso gestão para dar continuidade e ter êxito”. A CND está contando com sua experiência para aplicação de gestão e planejamento para os próximos anos.

Para a reflexão, foram formados grupos de Diretores, de Formadores, de Secretários de Escolas e de Presidentes de Comissões diocesanas e regionais. Esses grupos trouxeram valiosas contribuições ao plenário, que foram recebidas pela Equipe Nacional de Assessoria Pedagógica da CND. Foi também formada uma Comissão, com diáconos e presbíteros com capacitação em áreas de formação em escolas diaconais, para estudar os subsídios e procurar criar uma grade curricular compatível e adequada para contemplar as diversidades do país continental. “Os objetivos propostos foram alcançados. Agora, precisamos por em prática essas sugestões e estudos para melhorar ainda mais a formação diaconal”, disse o diácono Zeno no encerramento.

Participaram do Encontro: 3 bispos, 56 diáconos permanentes, 22 presbíteros, 2 esposas de diáconos e 6 candidatos ao diaconado.

De Salvador, BA, diácono José Carlos Pascoal – Assessoria de Comunicação da CND

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