Vamos conversar

1.- São significativas as palavras de Francisco, bispo de Roma e polo visível da tradição católica romana, sobre a homossexualidade. A primeira, quando interrogado sobre os homossexuais, refere “Quem sou eu para julgar”, e a segunda que os homossexuais devem ser tratados com a dignidade de seres humanos, ou seja, como filhas e filhos de Deus. O papa Francisco não diaboliza, assim, a homossexualidade, antes a recebe com a determinação, que as várias cúrias vão deixando. Por ele, talvez não fosse assim, e muitos passos tem dado em direção à compreensão da homossexualidade, como uma normalidade das nossas sociedades, e com um histórico apreciável, desde os tempos mais remotos. A relação sexual entre pessoas do mesmo sexo é uma situação presente, e que faz um caminho onde muitos são abençoados por Jesus, Senhor Nosso; outros, não o serão, dado não precisarem, nem quererem. Deus não impõe, mas propõe.

2.- Ora bem, que existem homens que gostam de homens, em toda a sua extensão? Há! Que existem mulheres que gostam de mulheres, em toda a sua extensão? Existem! Que estes casais são felizes? São! Que se amam como outros casais heterossexuais, com o mesmo vigor, constância e união? Existem e muitos. Aqui há uns bons anos também existiam, mas não eram reconhecidos como tal, ou então autênticas barbaridades eram lançados sobre eles e elas. Hoje a sociedade reconhece e até os seus casamentos. Criam os seus filhos, e tantas vezes a felicidade existe nos seus rostos. Eles e elas são filhos e filhas de Deus, não os devemos julgar, têm um lugar na sociedade, igual a qualquer outro casal.

3.- E na Igreja? Se existem tradições cristãs que os aceitam, outras não. Mas há padres homossexuais? Claro que podem existir! E existem consagrados e consagradas homossexuais? Claro que podem existir! Conheço alguns? Não. Mas estamos todos dentro da mesma sociedade, e a Igreja não é uma ilha. Será condenável? Onde existe amor, será que poderemos condenar? Afinal quem somos nós para julgar! A bênção de Deus não existe, onde o amor é uma constante? Não condeneis e não sereis condenados.

Joaquim Armindo
Diácono da Diocese do Porto, Portugal
Doutorando em Ecologia e Saúde Ocupacional
Foto: https://www.diocese-porto.pt

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