DIÁCONOS DE NATAL-RN, BRASIL, RELATAM TRABALHO SOCIAL JUNTO A FAMÍLIAS RURAIS

A Comissão Nacional dos Diáconos (CND), através da Equipe Nacional de Assessoria de Comunicação (ENAC), realizou mais um “Momento CND”, com uma live enfocando o tema “Diaconia em Assistência Social”, realizada nos territórios da Arquidiocese de Natal e das Diocese de Mossoró e de Caicó. O trabalho é realizado através de organismos de ação social da Igreja Católica do Rio Grande do Norte. A live contou com a participação dos Diáconos Francisco das Chagas Teixeira de Araújo, Coordenador Estadual do SEAPAC (Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários), que atua no território das Dioceses  de Natal, Mossoró e Caicó, e Márcio Francisco de Andrade, Assessor do Vicariato Social e Professor Educador do SAR (Serviço de Assistência Urbana e Rural), da Arquidiocese de Natal-RN. Os dois diáconos são da Arquidiocese de Natal-RN, Regional Nordeste 2.

O Diácono Márcio enfocou o trabalho que ele e o Diácono Francisco Adilson da Silva realizam com famílias de assentamentos do município de João Câmara, território da Arquidiocese. “O trabalho orienta as famílias a lutarem por seus direitos e serem protagonistas, inclusive na produção de alimentos agroecológicos, para consumo e venda”, disse Márcio. Com a chegada da Pandemia do Coronavírus, o trabalho também resultou na criação de uma Bodega Solidária, arrecadando alimentos para distribuir cestas básicas para famílias necessitadas. “Essa Bodega Solidária serve como suporte às famílias mais carentes, para que tenham condições de permanecer na terra, trabalhar e lutar por seus direitos. Com a chegada da Pandemia, constatamos que havia famílias carentes. Discutimos o assunto com todas elas e todos juntos criamos essa Bodega Solidária”.

O Diácono Francisco Teixeira falou sobre o trabalho realizado pelo SEAPAC junto a famílias rurais que enfrentam problemas com a escassez de água. Recordou que o trabalho vem desde a criação do programa “Um Milhão de Cisternas”, criado em 1993, destinado ao Semiárido do Nordeste. “Na época também houve uma mudança de paradigma sobre a Seca. Constatou-se que não se combate a seca, mas se convive com ela. E uma das formas de convivência foi a construção de um milhão de cisternas com capacidade de estocar até 16 mil litros de água que, segundo estudos da época, eram suficientes para uma família de 5 pessoas ter água para o consumo por um período de 6 meses”. Posteriormente, o programa acrescentou a construção de cisternas e outras tecnologias de captação e estocagem de água para a produção de alimentos no quintal das casas dessas famílias e para saciar a sede dos animais. Hoje, o Seapac implementa outras tecnologias junto às famílias, com a construção de tecnologias seguras de reuso de águas cinzas (usadas no banho, lavagem de roupas e nass pias) e até das águas escuras (oriundas das fossas), para irrigação de fruteiras, também no quintal das casas dessas famílias. Os diáconos Márcio e Teixeira afirmam que “este trabalho é a vivência prática do Evangelho de Jesus Cristo. “… tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; …todas as vezes que fizestes isso a um desses meus irmãos mais pequeninos foi a mim mesmo que o fizestes” (cf. Mt 25,35-40), lembraram.
Foto: José Carlos Pascal.

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