DIACONADO DA DIOCESE DO PORTO:A catequese em chave evangelizadora e catecumenal

DIACONADO DA DIOCESE DO PORTO:A catequese em chave evangelizadora e catecumenal

Prosseguiu por meios telemáticos, na noite de 1 de fevereiro, com a 5ª sessão, o ciclo «Levanta-te: Juntos por um caminho novo», organizado pelo Centro de Cultura Católica e pelo Diaconado Permanente da Diocese do Porto, em torno de grande parte das temáticas do Plano Diocesano de Pastoral 2021/2022. Esta sessão, muito participada, como testemunham os 165 dispositivos informáticos ligados, foi dedicada à conferência «A catequese em chave evangelizadora e catecumenal», proferida por Maria Isabel Oliveira, diretora do Secretariado Diocesano da Educação Cristã e professora de Pedagogia e Educação da Fé no CCC. A conferência correspondia a uma das propostas pastorais do referido Plano: «Aplicar as orientações do Novo Diretório para a Catequese, onde se destaca a exigência de colocar tudo em chave evangelizadora e catecumenal».

Maria Isabel Oliveira, evocando algumas ideias do magistério do Papa Francisco e do Bispo diocesano, começou por se referir à catequese no quadro de uma Igreja que se quer missionária e que se insere num mundo complexo. Primeiramente, abordou o tema da catequese em chave evangelizadora, aludindo a uma catequese integrada numa Igreja missionária, ao lugar da catequese do processo evangelizador, a uma catequese que permanentemente faz ressoar o “kerigma” e a uma catequese que assume um serviço de inculturação da fé. A realidade que sustenta a catequese em chave evangelizadora é precisamente uma Igreja missionária, na consciência de que hoje já não é possível assegurar a diferença entre primeiro anúncio e catequese, porque muitos dos que se inscrevem na catequese não tiveram, de facto, um primeiro anúncio propiciador de uma experiência de fé.

Fez depois incidir a sua abordagem no tema da catequese em chave catecumenal e numa pedagogia nascida tanto da chave evangelizadora como da chave catecumenal, sem esquecer o perfil do catequista inerente a este entendimento da catequese. Assumir uma catequese em chave catecumenal não significa necessariamente adotar o Ritual da Iniciação Cristã na sua integralidade, como acontece no percurso da iniciação cristã dos não batizados, mas assumir o seu estilo, os seus princípios, o seu dinamismo, supondo uma verdadeira inculturação do processo catecumenal. Para que a catequese possa ser de inspiração catecumenal é necessário que ela tenha no seu centro de uma forma existencial o caráter pascal da fé cristã e que faculte processos que ajudem o catequizando a iniciar-se em todas as dimensões da vida cristã. Precisa ainda de ter um caráter litúrgico, ritual e simbólico, bem como um caráter comunitário que integre na comunidade e aponte para uma participação ministerial na Igreja. Precisa também de assumir um caráter de conversão permanente no acompanhamento personalizado e na valorização dos itinerários penitenciais, assim como um caráter de progressividade na experiência formativa, acompanhando a biografia da pessoa e o seu crescimento de fé.

A findar a intervenção, foi partilhado algum caminho já andado na concretização da catequese, tanto a nível nacional, designadamente no âmbito do Secretariado Nacional da Educação Cristã, levantando o véu sobre o novo itinerário catequético que está a ser pensado, assim como a nível diocesano, evidenciando aqui alguns projetos que o Secretariado Diocesano tem em curso. À apresentação do tema, seguiu-se um longo tempo de diálogo entre os presentes e a conferencista, que foi respondendo às perguntas e comentando as observações dos participantes.

A próxima conferência do ciclo realizar-se-á a 10 maio, às 21 h. O Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar dinamizará o tema: «Transmitir e receber a fé em família».

Diaconado da Diocese do Porto – Portugal

 

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