Diocese do Porto, Portugal: Assembleia de diáconos

DIOCESE DO PORTO: ASSEMBLEIA DE DIÁCONOS

A Diocese do Porto é a que possui mais diáconos em Portugal: são 98, a exercer os mais diversos serviços. Que existem questões a refletir sobre o papel do diácono, sob a sua compreensão e o diálogo com presbíteros, são tudo verdades a que não podemos fugir. Mas ainda bem que existem problemas, o que só quererá dizer que os envolvidos se questionam, e isso é muito bom. A diversidade de opiniões é um bem e não um mal. Mesmo dentro da Igreja, aliás é o que vemos no pontificado do bispo de Roma, o nosso papa Francisco.

Uma das caraterísticas mais marcantes nesta assembleia de diáconos do Porto, que se efetuou no passado dia 2 de abril, foi o sinal do bispo do Porto, D. Manuel Linda e por duas razões: a primeira que não se sentou à mesa da presidência, mas à frente da mesa, colocando lá uma cadeira, a que se juntou o delegado episcopal para os diáconos, Cónego Adélio Abreu, e a segunda esteve sempre calado, estava ali para nos ouvir e não opinar.

A reunião tinha sido preparada um mês antes em quatro grupos de reflexão, mediante uma grelha que fornecia uma série de questões candentes sobre os diáconos na diocese do Porto. Começando pela celebração da Eucaristia, presidida pelo bispo, seguida de um jantar em conjunto, a assembleia centrou-se em várias questões, principalmente sobre a ação do diácono e o seu papel e as suas relações com os presbíteros.

Um dos pontos importantes foi tentar saber que formação académica, específica e contínua devem possuir os diáconos. A tendência da formação académica ao nível superior foi assumida como necessária, tendo sido sugerido até uma formação igual aos presbíteros.

O diácono tem um sacramento e por isso uma graça, a da sua ordenação, e isso não é só um gesto, mas a eficácia da Graça de Deus sobre ele, daí que não é um leigo, nem um presbítero. Tem contudo esta Graça do Senhor no desempenho de inúmeras missões, até libertando os presbíteros, que às “vezes nem têm tempo para rezar”. Para além de tudo o mais, inerente ao diaconado, como exemplos temos São Francisco de Assis, Filipe ou Estevão, nesta hora em que as vocações para o serviço presbiteral são quase nenhumas, o diácono adquire uma substantiva pertinência. Não que se existissem presbíteros em número suficiente, eles não fossem necessários, mas porque supletivamente podem suprir dificuldades, que esperamos sejam ultrapassadas.

Será necessário também a implementação do “serviço a todas as periferias”, e as mais dificultosas são as “periferias mentais”, cujos muros necessitam de ser derrubados. O diácono tem uma atividades pastoral que não é importante, porque é essencial, não só na Palavra, na Liturgia, mas também no Desenvolvimento Integral Humano, do qual faz parte aquilo que designamos por “sócio caritativa”. É a Laudato Sí em movimento, quando tantos a querem parar.

A Diocese do Porto tem diáconos atuantes, e mesmo que não representados suficientemente nos órgãos da diocese, com a visão do serviço, a Jesus, e, Nele, a todos os oprimidos e molestados pela sociedade.

E ainda bem que muitos saíram com dúvidas sobre a sua missão, isso já é participação.

Joaquim Armindo
Diácono da Diocese do Porto

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