Cardeal Scherer -São Paulo, Brazil- ordenará cinco diáconos permanentes no próximo sábado, 21

Cardeal Scherer ordenará cinco diáconos permanentes no próximo sábado
20 anos do diaconato permanente na Igreja em São Paulo.

O diaconato é o primeiro grau do sacramento da Ordem – seguido do presbiterato (padres) e do episcopado (bispos). A palavra grega diakonia significa serviço.

O serviço dos diáconos é documentado desde os tempos apostólicos, como relata o Livro dos Atos dos Apóstolos (6, 1-6) sobre instituição dos “sete” homens encarregados do serviço à Palavra, às mesas e aos necessitados.

“Entre outros serviços, pertence aos diáconos assistir o bispo e os sacerdotes na celebração dos divinos mistérios, sobretudo da Eucaristia, distribuí-la, assistir ao Matrimônio e abençoá-lo, proclamar o Evangelho e pregar, presidir aos funerais e consagrar-se aos diversos serviços da caridade”, indica o Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 1570.

Ao contrário dos padres e bispos, os Diáconos não presidem a Eucaristia (missa), a Reconciliação (confissão) e a Unção dos Enfermos, mas podem ministrar o sacramento do Batismo, abençoar matrimônios. Além disso, colaboram na formação catequética dos fiéis, acompanhamento das famílias na organização dos serviços caritativos da comunidade.

Diaconato permanente
A instituição diaconal foi florescente na Igreja do Ocidente até ao século V. Depois, por várias razões, acabou por permanecer como etapa intermediária para os candidatos à ordenação sacerdotal. O Concílio de Trento, no século XVI, dispôs que o diaconato permanente fosse retomado como nos primórdios, mas não chegou a se concretizar.

Foi somente o Concílio Vaticano II que estabeleceu que o diaconato pudesse “ser restaurado como grau próprio e permanente da hierarquia” e “ser conferido a homens de idade madura, também casados”, como destaca a Constituição Dogmática Lumen Gentium. Em 1967, o Papa Paulo VI estabeleceu as regras gerais para a restauração do diaconato permanente por meio da carta apostólica Sacrum diaconatus ordinem, podendo ser conferido a homens casados.

Cardeal Scherer ordenará cinco diáconos permanentes no próximo sábado
(Foto: Luciney Martins/Arquivo/O SÃO PAULO)
Escola diaconal
A Arquidiocese de São Paulo já tido a experiência da ordenação de um diácono permanente quanto esse ministério foi restaurado pela Igreja. No entanto, o diaconato permanente foi sistematizado com a instituição da Escola Diaconal Arquidiocesana São José, em 19 de agosto de 2000. Nessa ocasião, teve início o processo formativo da primeira turma, sendo o primeiro grande grupo de diáconos, 24 ao todo, ordenado em 2005. Atualmente, há 97 diáconos permanentes na Arquidiocese.

Para ser diácono permanente na Arquidiocese, o candidato deve ter a partir de 35 anos de idade e cinco de vida matrimonial. Durante o período de formação, realizam o curso integrado de Filosofia e Teologia por cinco anos.

Ao concluírem o período de estudos, os candidatos realizam um sexto ano de vivência pastoral, uma espécie de laboratório em diferentes âmbitos como em hospitais, no serviço aos mais pobres e nos cemitérios.

A ordenação diaconal deste sábado será transmitida pela rádio 9 de Julho (AM 1600 kHz) e pelas mídias digitais da Arquidiocese de São Paulo.

Conheça os candidatos que receberão a Ordem Diaconal:
Cardeal Scherer ordenará cinco diáconos permanentes no próximo sábadoDurval Bueno: 68 anos, casado há 34 anos e tem duas filhas
Paróquia de origem: Santo Antônio dos Bancários – Região Episcopal Santana
Cardeal Scherer ordenará cinco diáconos permanentes no próximo sábadoJosé Mário Garcia Corral: 61 anos, casado há 35 anos e tem um filho
Paróquia de Origem: Nossa Senhora de Lourdes – Região Episcopal Ipiranga
Cardeal Scherer ordenará cinco diáconos permanentes no próximo sábadoJoão Gundes de Barros: 66 anos, casado há 37 anos, tem quatro filhos
Paróquia de origem: Bom Pastor – Região Episcopal Brasilândia
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