A Igreja resgata vocações. Artigo do Diácono Zeno Konzen, presidente da Comissão Nacional dos Diáconos – CND

Artigo do Diácono Zeno Konzen, presidente da Comissão Nacional dos Diáconos – CND

No mês de agosto a Igreja quer resgatar e fazer memória das mais diversas vocações. A vocação sempre é definida como algo pessoal e que cada um é chamado a vivencia-la primeiro no seu íntimo. É algo que se vive intimamente e que se manifesta no dia-a-dia de nossas vidas. A vocação não é algo visível ou palpável, mas que se manifesta a partir da conduta e do comportamento ao longo de nossas vidas.
Nós, os Diáconos, somos chamados e enviados a viver a dupla sacramentalidade, Matrimônio e Ordem, e caminhamos em missão. Nessas 4 semanas seguintes a Igreja celebra primeiramente os ministérios ordenados dos diáconos, presbíteros e bispos. Em sequência celebramos as famílias e os pais, na terceira semana os religiosos e as religiosas, consagrados e as consagradas. Na última semana celebramos as vocações do ser cristão, povo de Deus em toda a sua magnitude.
O Concílio Vaticano II resgatou e reavivou o valor dos ministérios da Igreja, onde todos são chamados à santidade. Transcrevo a seguir o número 40 do capítulo V da Constituição Dogmática Lumen Gentium, que diz: Jesus, mestre e modelo. Jesus, mestre e modelo divino de toda a perfeição, pregou a santidade de vida, de que Ele é autor e consumador, a todos e a cada um dos seus discípulos, de qualquer condição: “sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt. 5,48) (121).
A todos enviou o Espírito Santo, que os move interiormente a amarem a Deus com todo o coração, com toda a alma, com todo o espírito e com todas as forças (cfr. Mc. 12,30) e a amarem-se uns aos outros como Cristo os amou (cfr. Jo. 13,34; 15,12). Os seguidores de Cristo, chamados por Deus e justificados no Senhor Jesus, não por merecimento próprio, mas pela vontade e graça de Deus, são feitos, pelo Batismo da fé, verdadeiramente filhos e participantes da natureza divina e, por conseguinte, realmente santos.
É necessário, portanto, que, com o auxílio divino, conservem e aperfeiçoem, vivendo-a, esta santidade que receberam. O Apóstolo admoesta-os “a que vivam como convém a santos” (Ef. 5,3), “como eleitos e amados de Deus, se revistam de entranhas de misericórdia, benignidade, humildade, mansidão e paciência” (Col. 3,12) e alcancem os frutos do Espírito para a santificação (cfr. Gál. 5,22; Rom. 6,22). E porque todos nós cometemos faltas em muitas ocasiões (Tg. 3,2), precisamos constantemente da misericórdia de Deus e todos os dias devemos orar: “perdoai-nos as nossas ofensas” (Mt. 6,12) (122).
É, pois, claro a todos, que os cristãos de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade (123). Na própria sociedade terrena, esta santidade promove um modo de vida mais humano. Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que as dá Cristo, a fim de que, seguindo as Suas pisadas e conformados à Sua imagem, obedecendo em tudo à vontade de Deus, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do Povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos.

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