A ideia da restauração do Diaconado Permanente é anterior à II Guerra Mundial (1939-45), mas só após este flagelo é que na Alemanha, devido a situações concretas "começa a ideia a tomar corpo". Os padres Otto Pies e Schamoni como também Joseph Hornef levados por "uma necessidade prática e pastoral, pela falta de clero, são despertados para estes problemas", vendo como uma das soluções a restauração do Diaconado Permanente.

O II Concílio do Vaticano (1962-65) procurou, desde o início, ser um concílio pastoral. Apesar de não desprezar as questões mais dogmáticas, este acontecimento convocado pelo Papa João XXIII fez um esforço enorme para responder às ansiedades concretas da Igreja atual. Era fundamental que os padres conciliares dessem normas práticas para a Igreja ajudar na transformação das realidades terrestres. Nesta lógica transformadora, o Diaconado Permanente recebeu os seus efeitos benéficos.

Tendo como base o livro «O ministério do Diaconado Permanente» da autoria do padre bracarense Manuel Ferreira de Araújo, lê-se que, desde 1950, se fazia um “estudo sério acerca do ministério diaconal e de modo mais eficiente de o poder viver em Igreja”. Na hora de olhar para os primórdios da restauração do Diaconado Permanente, este ministério, como estável e permanente, “deixara de existir, permanecendo somente como grau para o presbiterado”, lê-se na obra citada anteriormente.

A ideia da restauração do Diaconado Permanente é anterior à II Guerra Mundial (1939-45), mas só após este flagelo é que na Alemanha, devido a situações concretas “começa a ideia a tomar corpo”. Os padres Otto Pies e Schamoni como também Joseph Hornef levados por “uma necessidade prática e pastoral, pela falta de clero, são despertados para estes problemas”, vendo como uma das soluções a restauração do Diaconado Permanente.

Em 1953 é publicado o primeiro trabalho sobre o Diaconado Permanente, com o título «Ordonner Diacres des pères de famille», da autoria de Schamoni. A segunda etapa desta dinâmica pré-conciliar sobre o assunto nasceu, em 1956, no Congresso Internacional de Pastoral Litúrgica, realizado em Assis (Itália), no qual “se pediu a restauração do Diaconado Permanente, por razões de situações históricas da Igreja”, escreveu o padre Manuel Ferreira de Araújo. A ideia andava no ar… E os anos seguintes foram janelas primaveris para a restauração deste ministério.

Quando, em 1959, o Papa João XXIII pensa na realização do II Concílio do Vaticano, a ideia desta restauração não estava alheia ao pensamento do sucessor de Pedro. Após esta data, a revista «Nouvelle Révue Théologique», assim como a Cáritas, sobretudo a alemã, desenvolveram neste campo um papel extremamente positivo. Será, todavia, em 1962, que sai uma obra de conjunto, “sem dúvida, a de maior valor sobre o Diaconado Permanente em que Karl Rahner é o seu principal responsável, com H. Vorgrimler, intitulada «Diakonia in Christo». Um desbravar da estrada até à restauração do Diaconado Permanente.

Tomado de: ecclesia pt